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Maneiras de trazer flexibilidade ao orçamento

Maneiras de trazer flexibilidade ao orçamento
Renata Camargo
set. 25 - 4 min de leitura
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Li um artigo sobre flexibilidade no orçamento e fiquei pensando em algumas ações que empresas podem adotar nessa frente. Pensei em quatro e, além de querer saber a opinião dos colegas, gostaria de entender o que vocês acham delas:

#01 - Adotar a abordagem de orçamento base-zero:

A abordagem de orçamento base-zero (OBZ) não leva em consideração as Receitas, Custos, Despesas e Investimentos de exercícios anteriores (ou seja, a famosa Base Histórica). 

Ao partir do princípio de uma base zerada, na hora do planejamento orçamentário o financeiro e a controladoria alocam recursos com base nas prioridades estratégicas atuais, em vez de simplesmente seguir o padrão do orçamento anterior. 

Isso ajuda a redirecionar recursos para áreas de maior impacto e considerando circunstâncias mais atualizadas.

#02 - Adotar o Orçamento Contínuo

No lugar do OBZ, outra metodologia de gestão orçamentária que pode ser adotada com o objetivo de trazer flexibilidade é o Orçamento Contínuo, conhecido também por Rolling Forecast, um modelo bastante flexível. 

Como explicado aqui, ele funciona assim: “quando um mês se encerra, o orçamento é revisado, adicionando-se um novo mês no fim do período que está sendo orçado. Deste modo tem-se continuamente um orçamento de 12 meses estruturado pela frente.”

Como ele permite revisões orçamentárias continuamente, empresas conseguem ter um orçamento melhor adaptado ao contexto.

#03 - Reduzir o ciclo orçamentário

Para acompanhar mudanças de regulamentações, preços, taxas de juros, tecnologias e muitas outras, são necessários sprints mais curtos entre os ajustes do plano orçamentário.

Quem comenta isso é Nadya Zhexembayeva, autora e empresária, em artigo na Harvard Business Review (o mesmo artigo que me inspirou na publicação deste conteúdo). Ela conta sobre uma experiência que teve em uma multinacional de mineração, durante a queda dos preços das commodities em 2015. 

Com a queda dos preços de mais de 50% numa série de metais, os seus orçamentos anuais tornaram-se obsoletos numa questão de dias – mas o processo tradicional de ajustamento orçamental era complexo, lento e limitado em nuances. A empresa sabia que se seguisse o plano orçamental aprovado, iria destruir-se, mas não conhecia a extensão dos danos e as áreas específicas (em muitas unidades de negócio e regiões) onde os problemas eram maiores.

Mudar para um ciclo mais curto (trimestral, em vez de anual) e desenvolver uma previsão contínua para 18 meses tornou-se a solução. Agora, os dados flutuantes são introduzidos no orçamento com mais frequência, mantendo o orçamento mais atualizado. Estas soluções de ‘orçamentação just-in-time’ tornaram-se populares durante a crise econômica de 2008-2011, mas para muitos foram vistas como uma solução temporária. Hoje, sendo a alta volatilidade uma característica permanente, é hora de aceitar que eles vieram para ficar.”

#04 - Tenha uma gestão orçamentária colaborativa

A gestão colaborativa parte da premissa que cada um dentro da empresa cumpre um papel para atingir o sucesso geral. Para isso, os centros de custo devem ser transformados em centros de negócios. 

Desse modo, cada centro terá suas metas orçamentárias, bem como se torna responsável pelas entradas e saídas e tem mais comprometido com o resultado. 

Destaco ainda que para elaborar o orçamento colaborativo o controller obtém informações de vários departamentos e, com isso, garante que o planejamento orçamentário seja preciso, realista e baseado em necessidades reais. 

Essas estratégias fazem sentido para você? Qual seria a sua sugestão?



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